quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Musicoterapia

Para muitas culturas, o som é a força divina que se manifesta através das vibrações rítmicas. Os sons da natureza sempre fascinaram e influenciaram profundamente os seres humanos.
O terror provocado pelos trovões, a tranquilidade gerada pelo ruído de uma chuva fina, o enlevo produzido pelo canto de pássaro, o êxtase a que se é conduzido pelo som de uma flauta:todos esses sentimentos são fruto de efeitos inexplicáveis, mas que sempre atraíram e exerceram forte influência sobre o ser humano.
Em todas as culturas antigas, sejam elas Egípcia, Persa, Grega, Indiana, Chinesa, Japonesa ou qualquer outra, existe importantes referências sobre terapia musical ou sobre a conexão entre música e transformações do estado de espírito.
Platão revelou especial admiração pelo estudo dos efeitos da música sobre os seres humanos e, em particular, por seus efeitos terapêuticos. Afirmava que "a música é o remédio da alma" e que chega ao corpo por intermédio dela. Assim segundo filósofo, a alma pode ser condicionada pela música assim como o corpo pela ginástica.
Modernamente a musicoterapia é largamente empregada no tratamento de diferentes anomalias psicofísicas como a esquizofrenia e em problemas tipicamente neurológicos, como a afasia(perda total ou parcial da fala). Também exerce excelente influência no tratamento de neuroses e no autismo infantil. Recentemente, clínicos nortes americanos divulgaram os efeitos benéficos de certas músicas no tratamento da crise asmática e da colite nervosa. Mesmo as neuroses de guerra têm sido tratadas com música, e existe relatos comoventes de crises de choro intenso provocados pela audição de sinfonias de Beethoven, nos alojamentos dos soldados no Vietnã.
De modo mais genérico muitos profissionais ligados a psicoterapia vem utilizando os sons para estimular a auto confiança em seus pacientes, desenvolver a concentração e aliviar tensões, através da música ambiental estalada em consultórios ou ambulatórios. O mesmo vem acontecendo em muitos hospitais, onde uma suave música ambiental gera tranquilidade e confiança, tanto nos pacientes como nos funcionários.
A música é uma forma direta de comunicação: ela fala de coração para coração. Ao mesmo tempo, porem, sua linguagem pode alcançar a dimensão mais profunda, sublime, abrangente e essencial daquilo que é superior, tangenciando a natureza ilimitada da universalidade cósmica.


M

0 comentários:

Postar um comentário